Durante anos, vivi experiências e acumulei pensamentos e sentimentos que nem sempre me senti livre o suficiente para expressar.
Escrevi muitas coisas (ainda escrevo), mas, antes me faltou coragem para publicá-las.
O poema “Então Queres Ser Escritor?” de Charles Bukowski foi como uns tapas em minha face, desses que nos fazem despertar.
Suas palavras me desafiaram a não escrever apenas por escrever, e sim, deixar que cada frase brotasse livre, a partir da minha própria essência.
Entendi que não há fórmulas ou métodos do tipo que, geralmente, limitam a gente.
Quando brota da alma o desejo e a necessidade de expressar o que emerge do nosso interior, nada deve ser contido,
Escrever tornou-se, para mim, mais do que uma simples combinação de palavras adequadas, bem arrumadas e ortograficamente, corretas. Primeiro, escrevo, o resto se vê depois.
Escrever é a vocação que se revelou em mim, um destino inevitável que, mesmo, aparentemente, tardio, chegou com a força de algo que, de fato, sempre foi meu.
Bukowski me ensinou que, quando as palavras querem sair, elas fazem isso sem pedir permissão, sem hesitação.
E é assim que me sinto hoje: um observador atento, movido pela paixão, por um desejo indomável de compartilhar experiências em forma de histórias, pensamentos, comentários, pontos de vistas e emoções.
Se você chegou até aqui, tomara que este site não seja apenas mais um, entre tantos; que possa ver em seu conteúdo pedaços da minha alma, escritos, porque não havia outra escolha, senão deixá-los sair.
